Barreiras Bahia - Fotos, videos e notícias.

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Perfil TreinamentosAgenciamento de profissionais ao mercado de trabalho

Candidate-se a vagas de emprego em Barreiras, Luis Eduardo Magalhães e região oeste da Bahia.

Website: http://www.perfiltreinamentos.com.br/

Perfil Treinamentos - Agência de Empregos - 5.0 de 5 - 1 voto

 

A Lagoa Azul é verde

 

De São Desidério à Lagoa Azul são 15 quilômetros em estrada de chão, bem conservada. A paisagem é de mata de cerrado nativo e em alguns trechos, apresentam-se fazendas de gado que devastaram a paisagem natural para abertura de pasto.

 

A Unidade de Conservação foi criada pelo Governo Municipal. Logo na entrada do parque, há uma estrutura semi-pronta de um abrigo para os visitantes, o prédio possui telhado coberto, espaço para banheiros, loja para comercializar artesanatos e alimentos, falta ainda instalação elétrica e hidráulica.

 

Após o abrigo, segue-se por uma trilha, onde estão espalhadas placas de madeira que indicam as espécies de árvores que ali se encontram. Se o visitante estiver com sorte, é possível avistar macacos bugios, ou guaribas nos galhos das árvores à procura de alimentos, são animais ariscos e preferem ficar longe e escondidos da presença humana. Os pássaros, pelo contrário, gostam de se exibir, com seu canto e plumas coloridas que se destacam por entre as árvores. Durante o trajeto vê-se ainda cupinzeiros nas árvores, formigueiros gigantes, uma diversificada espécie de insetos e borboletas à procura de pólen.

 

A caminhada é leve e agradável, em pouco tempo chega-se ao mirante da Lagoa Azul. A vista é fascinante, do alto de uma pedra é possível contemplar um gigantesco lago que apesar de ter o nome de Lagoa azul, suas águas são de um intenso verde, margeado por uma nata esbranquiçada que serve como filtro das impurezas que caem no calmo espelho d’água, como folhas, excrementos de animais. Paredões rochosos cercam toda a extensão da lagoa, da pedra do mirante até a água, são 40 metros de altura e nesse ponto a água pode ter a profundidade de 14 a 15 metros.

 

Segundo o guia turístico de São Desidério, Jussyklebson da Silva de Souza, tanto em períodos de estiagem quanto de chuva, a tonalidade da água não muda e nem a quantidade de água dentro da lagoa. Permanece sempre a mesma, verde, calma e profunda.

 

O silêncio e a natureza intocada tornam o cenário único, de beleza indescritível e poética. Nos céus, revoada de pássaros fazem um bailado que chama a atenção. No alto dos paredões as pedras formam imagens que despertam a imaginação.

 

Alguns metros dali, seguindo uma pequena trilha, esta o aquário natural. Milhares de peixinhos movimentam-se freneticamente. A água apesar de limpa, somente é possível visualização na parte superficial, devido à profundidade que chega até 60 metros. Ao fundo o paredão vermelho completa o cenário. No chão, folhas secas que vez ou outra são levadas pelo vento. (Luciana Roque/Ascom Instituto Bioeste)

 

Fonte: http://bioeste.blogspot.com/2010/04/lagoa-azul-e-verde.html

 

Barreiras, 15 de abril de 2010

 

Apesar do fracasso no fim de 2009, da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca, os reflexos das mudanças climáticas continuam a ter interferência local, principalmente com os chamados extremos climáticos. O Cerrado em Foco, coloca a opinião de pesquisadores que mostram a relação direta da expansão agrícola e do mau uso da biodiversidade - como o desmatamento e as queimadas – com os efeitos das mudanças climáticas.

 

O Cerrado em Foco mostra, em sua reportagem de capa, do fenômeno da desertificação que já vem ocorrendo no oeste da Bahia, que pode prejudicar o agronegócio da região. O leitor também pode acompanhar a entrevista com o promotor de justiça titular da 1ª promotoria de Barreiras, Eduardo Bittencourt, que atua em conjunto com os órgãos ambientais na adequação ambiental das margens dos rios de Barreiras.

 

Esta edição também comemora o sucesso do Programa Conservação da Biodiversidade, uma parceria entre a Conservação Internacional, Instituto Bioeste e a Monsanto, que já trabalhou no diagnóstico ambiental de 86 milhões de metros quadrados de propriedades rurais. O projeto tem o objetivo de envolver os produtores na conservação dos remanescentes da fauna e flora, evitar o desmatamento ilegal, e o cumprimento da legislação.

Conheça também o lobo-guará, na seção cerrado, o maior canídeo da América Latina, sendo ameaçada de extinção, e a entrada do Instituto Bioeste na Associação Internacional da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês).

 

Tudo isso e muito mais você confere no Cerrado em Foco.

 

Cerrado em Foco – edição Nº 4

Publicação dirigida Março/Abril 2010

Realização: Instituto Bioeste e Conservação Internacional

Link: http://www.4shared.com/document/IHY4aOr8/Cerrado_em_Foco_ed_4_-_ed_fina.html

 

Fonte: http://bioeste.blogspot.com/2010/04/mudancas-climaticas-e-tema-do-cerrado.html

 

Texto de Eduardo Lena

 

Vai ser lançado no próximo dia 23 de abril, às 19h30, no Palácio das Artes, em Barreiras, o livro ‘Barreiras conta sua história’.

 

De autoria de Prisilina Ribeiro Fidelis de Carvalho, com ilustrações de Rosalia Maria dos Santos Cunha, o livro foi elaborado a partir de pesquisas realizadas pelos alunos da 5ª série do Grupo Escolar Dr. José da Costa Borges, do 1º Ano Normal do Ginásio Padre Vieira e da 4ª série da Escolinha Casinha Feliz, na década de 50 e que tinha por objetivo ser adotado nas classes de 1ª e 2ª séries primárias da época.

 

Mas para falar um pouco sobre essa obra é preciso voltar no tempo, início do século passado. Nascida em 22 de setembro de 1923, em Santa Rita de Cássia, município da região Oeste da Bahia, Prisilina, ainda jovem, mudou-se para a cidade de Barra, importante centro cultural, educacional e econômico da época onde se formou como professora primária no Colégio Santa Eufrázia, de propriedade das Irmãs da Imaculada Conceição.

 

Ainda jovem, como professora recém formada, foi aprimorar seus conhecimentos numa escola existente em uma fazenda de Barra, na localidade de Curralinho.

 

Casada com Anízio Lopes de Carvalho, professora Prisilina, como é mais conhecida, mudou-se em 1947 para Barreiras, acompanhando o marido, então radiotelegrafista dos Correios e Telégrafos, que acabara de ser transferido para assumir a gerência da empresa na cidade.

 

Com o cargo de professora na Escola Costa Borges e posteriormente no Ginásio Padre Vieira - período que o barreirense Antonio Balbino de Carvalho Filho foi governador do Estado -, Prisilina disse que enfrentou vários desafios, entre eles um que ela faz questão de lembrar e que acabou originando a referida obra. “Entre as matérias que deveriam ser ministradas por ela nas escolas estavam as de história e geografia da Bahia e consequentemente a de Barreiras. Como era novata na cidade e não tinha conhecimento sobre o passado município, pedi aos alunos desses educandários que elaborassem pesquisas sobre o assunto. Com essas pesquisas em mãos, percebi que para serem melhores assimiladas por outras crianças, deveriam ser transformadas em forma de pequenos contos infantis e poesias, como se Barreiras se transformasse numa personagem e falasse dela mesmo, de suas curiosidades, tradições e cultura”, disse Prisilina.

 

Só que essa coletânea de textos e poesias não chegaram a ser utilizados nas escolas e nem se transformaram em livro didático como sonhava a professora, ficaram apenas no papel, no desejo e na memória da autora. Apenas agora, passados mais de 50 anos, que a pedagoga, Especialista em Tecnologia em Educação, Darly Batista de Souza Moreno, vizinha da professora Prisilina teve acesso a esse material e resolveu publicá-lo com o apoio de um parente que possui uma gráfica em Brasília.

 

No prefácio do livro, escrito pela pedagoga Darly Moreno, consta o sonho que a autora tinha em publicar um livro didático, criativo e envolvente, no qual o leitor pudesse mergulhar na história dessa próspera cidade do Oeste baiano e como a educadora desejava veemente que cada exemplar fizesse parte da vivência pedagógica das escolas públicas, como instrumento lúdico, com o qual as crianças e adolescentes pudessem aprender prazerosamente e descobrir os encantos que subjazem no enredo da história de Barreiras.

 

Segundo a autora, o livro está dividido em quatro partes. Na primeira, denominada ‘Quem sou’, os textos foram elaborados na primeira pessoa, como se a própria cidade estivesse contando sua história.

 

‘Minhas tradições’, é o tema da parte dois. Nela, a autora enfoca as passagens do alargamento histórico e político de Barreiras e resgata também antigas tradições através das cantigas de rodas, o trabalho das rezadeiras, as festas carnavalescas, o Nazaro, entre outras.

 

Na parte seguinte, ‘Barreiras – Viveiro de Inteligência’, a escritora reverencia os poetas e poetisas barreirenses.

 

Na quarta e última parte, Prisilina encerra a obra com o tema ‘As Interfaces de uma Mestra’, no qual pais e ex-alunos que fizeram parte da história dessa cidadã mostram seus pontos de vistas e falam sobre os momentos que mantiveram contatos com a educadora e marcaram suas vidas, como é o relato da ex-aluna Ida Rabello Coité Leite. “Quantas saudades, quantas recordações quando me lembro do tempo feliz em que fui aluna da querida professora Prisilina no Grupo Escolar Dr. Costa Borges, do ano de 1948 a 1954. Quantos conhecimentos adquiri para a minha vida futura. Lembro-me que, nas festas juninas e final de ano letivo ela preparava as dramatizações. Como eu era feliz, nessas peças eu estava sempre presente. Obrigada mestra amiga, você ficou no pé da escada fazendo os seus ex-alunos subirem os degraus. Quantos deles estão sendo ótimos profissionais como médicos, juízes de direito, promotores, professores, entre outros......”.

 

Durante a entrevista concedida a este repórter, Professora Prisilina fez questão que constasse na matéria de que o livro não tem fins lucrativos e que os recursos adquiridos com a venda de exemplares serão doados, na sua integralidade, ao Abrigo dos Velhos da Cidade de Barreiras.

 

Fonte: http://www.jornalnovafronteira.com.br/?p=MConteudo&i=836