Conheça a História da cidade de Barreiras

Barreiras é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país.

 

Sua população segundo o IBGE em 2017 era de 157 638 habitantes, sendo o município mais populoso da Região Oeste, o décimo primeiro da Bahia e o décimo oitavo entre os municípios mais populosos do interior do nordeste.

Situada no Extremo Oeste da Bahia, a cidade é cortada pelo Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, e é atravessada por três rodovias federais sendo elas a BR 020, a BR 135 e a BR 242 tornando-a no principal entroncamento rodoviário da região.

Faz fronteira com os municípios de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Cristópolis, Angical, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto, Novo Jardim (TO) e Ponte Alta do Bom Jesus (TO).

O porto da localidade era o último, no Rio Grande, pois, 5 km acima, havia grandes barreiras de pedra, o que impossibilitava a navegação. Por isso, era chamada de O Porto das Barreiras Ao surgir como povoado, ao redor do seu porto, a atual cidade de Barreiras, recebeu o nome de São João, em homenagem ao seu padroeiro.

No entanto, como o local já era chamado de Porto das Barreiras o povoado passou a ser chamado de São João das Barreiras, até, que por ocasião da sua emancipação política, foi abreviado para apenas Barreiras.

O município é um importante polo agropecuário e o principal centro urbano, político, educacional, médico, tecnológico, econômico, turístico e cultural da região oeste da Bahia. Barreiras, junto às suas cidades circunvizinhas, compõe a maior região agrícola do Nordeste.

Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km.

Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa posição de destaque entre os maiores centros econômicos e populacionais do estado, e é uma das principais cidades da região nacionalmente conhecida como MATOPIBA.

Nesse contexto de cidade polo regional, Barreiras cada vez mais tem se fortalecido economicamente dado ao seu desenvolvimento em segmentos e setores diversificados dando-lhe um ritmo de desenvolvimento mais acentuado, sustentável e seguro, com fornecimento de serviços diversos (com destaque na educação e saúde), comércio pujante e agronegócio, forte incremento imobiliário e em construção civil, entre outros segmentos que complementam entre si.

A cidade possui o terceiro maior IDH do estado da Bahia com média de 0,721 atrás apenas de Salvador e Lauro de Freitas, além de ter o segundo maior do interior da Região Nordeste atrás apenas de Imperatriz, no Maranhão.

Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, dentre outros.

A região onde está localizada a cidade de Barreiras pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I desligou o atual Oeste da Bahia do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador.

A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.

Até 1890 o território pertencia ao primeiro município da região extremo oeste baiano, (Campo Largo) que em 1925 teve seu nome mudado para Barão de Cotegipe e mais tarde simplificado para Cotegipe, onde foi emancipado as terras que se denominaram Brejo de Angical em virtude das extensas matas de angico, que mais tarde simplificou para Angical.

Em 1850, habitava uma casinha junto ao porto, em terreno da Fazenda Malhada, de propriedade do coronel José Joaquim de Almeida, o barqueiro Plácido Barbosa, tido como o pioneiro do município, que juntamente com seu patrão, Francisco José das Chagas, morador a meia légua dali, se ocupava de receber e descarregar as barcas chegadas, cujas mercadorias fazia seguir em tropas de animais para localidades vizinhas do estado de Goiás ou para fadas da Ribeira.

Em 1880 era um povoado com 20 casebres de taipa ou adobe.

A grande abundância, nas matas locais, da mangabeira, de cuja seiva se fazia a borracha, foi fator definitivo de crescimento e de uma nova atividade econômica, pela qual o acanhado povoado pôde progredir mais rapidamente e obter, logo no ano seguinte, 1881, a criação de sua freguesia. Mais 10 anos de franca prosperidade passou a ser distrito de paz do município de Angical, em virtude de Lei municipal de 20 de fevereiro de 1891.

Em seguida ganhou a categoria de vila, a que foi elevado pela Lei estadual nº 237, de 6 de abril de 1891, que também criou o município respectivo, com território desmembrado do de Angical. A vila e o Conselho Municipal começaram a funcionar em 26 de maio de 1891, enquanto o "Fórum", em agosto do mesmo ano.

A sede municipal adquiriu foros de cidade pela Lei estadual nº 449, de 19 de maio de 1902 investindo-se nessa categoria em 15 de novembro desse mesmo ano, quando já possuía mais de 630 casas e 2.500 habitantes.

Em 15 de março de 1943 começou a operar uma agência do Banco do Brasil, o primeiro banco da cidade.

No início do século XX o progresso chega a Barreiras e deixa marcas dessa época, nos imponentes casarões de arquitetura neoclássica. Verdadeiro monumento arquitetônico, que em parte sobrevive até hoje mesmo com o acelerado crescimento urbano da cidade.

Em 1908, um jornal semanal "Correio de Barreiras" era publicado e editado pela Tipografia Lima. No ano de 1918, Geraldo Rocha, inaugura o Cine Teatro Ideal, onde programas de auditórios e espetáculos musicais fizeram o maior sucesso, sob o comando do talentoso Mário Cardoso.

Na década de 1920, com o aumento do consumo de energia elétrica, o aproveitamento dos rios tornou-se importante.

Agraciada com a segunda hidrelétrica da Bahia, Barreiras atraiu muitas indústrias, que foram fechadas quando a usina foi desativada.

A chegada da energia elétrica impulsionou as usinas beneficiadoras de cereais e algodão, possibilitou a instalação de uma fábrica de tecidos e fios de algodão e de um curtume industrial instalados pelo Cel. Baylon Boaventura. Nesta mesma época, Dr. Geraldo Rocha, havia fundado a empresa Cia.

Sertaneja e, através dela, muito realizou para o progresso de Barreiras. Na década de 1930, Dr. Geraldo Rocha, constrói um grande Frigorífico Industrial que produzia e exportava charque, paio, salame e salsicha.

Até 1850, no entanto, a futura capital regional não passava de um agrupamento de 20 casebres de taipa. A ocupação dos Cerrados Baianos era devagar e rarefeita, mantendo-se assim até os anos de 1940 -1950.

Essa situação deve-se aos seguintes fatos: primeiro, o limitado dinamismo da economia baiana, o comércio decadente em Salvador, além de na região sul ocorrer um surto do cacau; e segundo, a ausência de atividades dinâmicas na região.

Nesse contexto socioeconômico, foram montadas as bases de uma economia regional que conjuntamente ao transporte de mercadorias, via porto, dinamizava a produção agrícola, bem como estreitava as relações comerciais e pessoais.

De certa forma, a cidade de Barreiras estabelecia a polarização econômica, após ter se desmembrado do município de Angical, fator que influenciou ainda a formação de uma classe política local.

A situação geográfica às margens do Rio Grande permitiu ao município de Barreiras alcançar um desenvolvimento maior do que outros municípios vizinhos. Era pelo porto de Barreiras que escoavam além da borracha da mangabeira, gêneros alimentícios e até ouro dos garimpos de Goiás.

A região estava marcada pelas relações estabelecidas com outros estados do Brasil Central e menos com a capital Salvador.

O comércio era realizado, após os barcos subirem o rio São Francisco, com povoados de Goiás, os do atual Tocantins, e ainda com a Amazônia.

O isolamento dessa região em relação ao litoral é marcante até o final da década de 1950.

Na década de 1970, marco das transformações produtivas no campo, o baixo valor das terras, a destinação governamental de créditos agrícolas e o movimento migratório sulista introduziram formas modernas de produção agrícola.

A participação do Governo Federal permitiu tirar o isolamento que o município vivia em relação aos outros centros urbanos, seja do ponto de vista das rodovias ou dos investimentos em pesquisa científica.

Mesmo assim, a pecuária extensiva e a agricultura familiar desenvolvida nos vales ainda representavam as principais fontes econômicas de subsistência e de trocas comerciais com outros municípios do Oeste Baiano.

A economia, até então, estava pautada no poder dos latifundiários, com os coronéis detentores de vastas terras. Quanto ao Cerrado, “inexplorado” pela pecuária, ainda possuía extensas áreas preservadas. Com a chegada do 4º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) em 1969, oriundo de Crateús - CE, deu-se início a construção parcial da BR 242 para Salvador, que promoveu a interligação do município com outras cidades na Bahia e com o restante do Brasil pelas rodovias federais.

No início da década de 1980, o município passou a receber grande número de produtores rurais migrantes da Região Sul, atraídos pelo seu potencial agrícola.

Com uma área de 7 895,24 km², rica em belezas naturais, é contornada por serras e conta com grandes recursos hídricos. Sua área urbana se estende do vale da Serra da Bandeira, (onde se localiza o Aeroporto de Barreiras) e vai até o vale da Serra do Mimo, tomando uma área total de 64 km², cortada pelo Rio Grande que faz diversas curvas por dentro da cidade.

A cidade localiza-se a 871 km da capital do estado Salvador, no entanto a capital federal Brasília está a apenas 613 km interligada diretamente pela BR 020.

Aspectos geológicos e hidrológicos
Barreiras está localizada na porção noroeste do Cráton do São Francisco sobre as coberturas proterozoicas e nas proximidades das cobertunas fanerozoicas.

O mesmo constitui uma província estrutural localizada na porção sudeste no contexto da plataforma sul americana e representa uma entidade geotectônica estável, caracterizado pela sua ampla espessura crustal nas relação às outras porções continentais e com seu substrato inerte com relação aos eventos orogenéticos fanerozoicos.

É constituído predominantemente por núcleos arqueanos com adição de terrenos paleoproterozoicos, coberturas sedimentares proterozoicas relacionadas ao preenchimento de bacias, além de unidades fanerozoicas, apresentando graus de deformação variáveis.

Relevo
A altitude elevada de Barreiras é característica, apresentando duas variações de relevo. Na parte leste do município situam-se serras extensas com planaltos, estendendo-se em geral no sentido leste-oeste, com altitude média de 750 metros acima do nível do mar. Recortando suas encostas ficam os vales férteis com altitudes que não ultrapassam os 460 metros por onde correm as bacias hidrográficas.

As principais serras são:

Serra da Bandeira
Serra do Mimo
Serra do Boqueirão
Serra da Gameleira
Serra da Ondina
Serra de São Vicente
e no extremo oeste na divisa com o Estado do Tocantins, a Serra Geral.


Solo
Os solos apresentam textura média e arenosa, sendo o latossolo vermelho amarelo-célico o predominante.

Vegetação
A vegetação predominante é o cerrado arbórico aberto sem floresta de galeria. As florestas de galeria existentes são em menor escala.

Hidrografia
Barreiras fica na região mais rica em recursos hídricos do nordeste brasileiro. É cortada de sudoeste a nordeste pela Bacia do Rio Grande, a maior bacia da margem esquerda do Rio São Francisco.

Os rios que banham o município nascem próximos às vertentes da Serra Geral no cerrado e correm de oeste para leste, sendo todos afluentes e sub-afluentes do Rio Grande.

À margem direita do Rio Grande apenas deságua o Rio Ribeirão do Arapuá. Na margem esquerda ficam as principais bacias hidrográficas que formam o Rio Grande:

Bacia do Rio Branco

Formada pelo Rio de Janeiro e pelo Rio dos Cachorros com seus afluentes. No Rio de Janeiro ficam as cachoeiras do Acaba Vida e do Redondo que são importantes pontos turísticos de Barreiras. O Rio Branco margeia o povoado de Cantinho do Senhor dos Aflitos deságua no Rio Grande a alguns quilômetros abaixo do perímetro urbano da cidade.

Bacia do Rio de Ondas

Formada pelo Rio Borá e pelo Rio de Pedras com seus afluentes. O Rio de Ondas encontra o Rio Grande um pouco acima da cidade de Barreiras e é o mais procurado para o lazer da população, sendo muito praticado a descida de bóia, de bote e de caiaque.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a menor temperatura registrada em Barreiras foi de 6,8 °C em 11 de agosto de 1994, e a maior atingiu 40,9 °C em outubro de 2015, nos dias 5 e 22, superando os 40,5 °C registrados em 19 de outubro de 1987.

Temperaturas acima da marca dos 40 °C também ocorreram em 21 de outubro de 2015 (40,4 °C), 4 de novembro de 2008 (40,3 °C), 3 de outubro de 1997 (40,1 °C), 18 de outubro de 2015 (40 °C) e 13 de novembro de 2015 (40 °C).

O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 153,2 mm em 26 de janeiro de 2015.

Outros grandes acumulados foram 132,8 mm em 28 de novembro de 1977, 131,7 mm em 3 de fevereiro de 1966, 119,7 mm em 26 de outubro de 1986, 119,6 mm em 3 de fevereiro de 1978, 116,6 mm em 2 de fevereiro de 1968, 108,1 mm em 5 de fevereiro de 1975 e 102,3 mm em 5 de dezembro de 1970.

O maior acumulado de precipitação em um mês foi registrado em janeiro de 2016, de 593,1 mm.

O índice mais baixo de umidade relativa do ar ocorreu nas tardes dos dias 8 de outubro de 1963, 18 de setembro de 2002, 5 de setembro de 2004 e 13 de setembro de 2008, de apenas 11%.

Barreiras possui 157 638 habitantes, segundo a estimativa do IBGE em 2017.

Foi categorizada pelo sistema de hierarquia urbana como capital regional polarizando e influenciando mais de 40 municípios da Bahia, Piauí, Goiás e Tocantins.

É o décimo primeiro município mais populoso da Bahia e o primeiro do oeste do estado.

E está entre os 20 municípios mais populosos do interior do Nordeste.

A sua população flutuante ultrapassa os 600 mil habitantes, justamente por sua localização privilegiada e sua infraestrutura de polo econômico regional. No censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, a população do município era 137 427 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 17,49 hab./km².

Conforme o mesmo censo, 69 514 (50,58%) eram do sexo feminino e 67 913 (49,41%) do sexo masculino. Ainda segundo o mesmo censo, 123 741 (90,04%) habitantes viviam na zona urbana e 13 686 (9,95%) na zona rural.

Barreiras tem um IDH-M de 0,721 sendo considerado alto pela ONU. O município possui um número total de 94 897 eleitores.

A maioria da população de Barreiras é adepta do catolicismo romano, seguido da religião evangélica que possui diversas vertentes (pentecostal, batista, etc.) 

Barreiras foi uma das cidades da região Nordeste que mais recebeu migrantes durante as décadas de 1970 e 1980.

O grande saldo migratório de sulistas nesse período se deu por causa do desenvolvimento tecnológico da agroindustria na região.

Milhares de sulistas foram em busca da exploração dos cerrados de solos férteis e dos vales com fácil acesso à grandes bacias hidrográficas, o que abriu espaço para o fortalecimento da agricultura irrigada. Mudou-se então seu estilo de vida, seu sotaque e principalmente sua cultura, fazendo com que Barreiras perdesse algumas de suas características de cidade baiana.

O grande número de famílias cearenses se deu pela intensificação dos serviços do 4º BEC na construção e pavimentação das rodovias federais transbrasilianas. Na década de 1990 o gigantesco fluxo migratório foi de nordestinos oriundos do sertão do Piauí, Bahia, Pernambuco e outros estados.

Graças ao desenvolvimento comercial, industrial, urbano, turístico e prestação de serviços que atendem à cidade e aos pequenos municípios vizinhos.

Esse fluxo migratório que fez de Barreiras uma capital regional que polariza "magnéticamente" os municípios limítrofes, não só da Bahia mas de outros estados que fazem divisa com o Oeste Baiano.

O aumento da violência e da criminalidade em Barreiras é o reflexo desse acelerado crescimento em todo país. A cidade está localizada no encontro de três rodovias federais que a interliga a várias capitais ocasionando uma movimentação intensa de pessoas.

E por está próximo à divisa de cinco estados diferentes, Barreiras é uma das principais rotas para o tráfico e venda ilegal de entorpecentes para outras regiões do país. Além do crescente número de ocorrências de furtos e assaltos à mão armada, o tráfico de drogas e a disputa territorial das gangues nos bairros periféricos e comunidades do município, são a principal causa dos homicídios na capital do oeste.

De acordo o Departamento de Polícia Militar de Barreiras, são mais de 40 facções, que têm seus integrantes armados, que nos acertos de conta agem com crueldade contra seus rivais.

No ano de 2015 o instituto IPEA fez um levantamento do ranking das 30 cidades mais violentas do Brasil e Barreiras estava em 14º lugar de todo o país entre outras nove cidades baianas. A colocação se deu pelo elevado número de execuções que no total foram 78 homicídios por 100 mil habitantes no ano da pesquisa em questão.

Há um esforço por parte da prefeitura e dos governos estadual e federal em frear essa onda de violência e diminuir essas estatísticas. Já percebe-se um aumento do policiamento ostensivo e de operações policiais que investigam e coibem atos criminosos. A cidade já conta com departamentos de comunicação que recebem diariamente denúncias o que já auxilia consideravelmente o trabalho policial.

Barreiras se destaca no Agronegócio nacional como grande produtora de algodão plantando 34 491 ha, com 40 291 ha e soja com 128 110 ha, em um total de 202 892 mil ha conforme dados da AIBA 2012. No que se refere á área irrigada possui 301 pivôs implantados em 33 500 ha.

É importante ressaltar, possui grande potencial de expansão da área agricultável, pois do total de 789 524 ha, se utiliza apenas 34 % dessa área ainda tendo muito que crescer de forma sustentável e ambientalmente correta na

Agricultura e Pecuária.

Apenas como dado comparativo para identificar a sua forte contribuição no Agronegócio, a cidade de Luis Eduardo Magalhães (Ex distrito de Barreiras, Mimoso do Oeste) que se destaca como grande produtora agrícola produz 12,446 ha de algodão, 26 944 ha de milho e 145 705 ha de soja e possui 130 pivôs implantados em 14 910 ha, ambas as cidades com média de produtividade por hectare quase idêntico.

Desta feita igualmente com Luis Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, São Desidério, Correntina, Riachão das Neves e outros municípios do Oeste, Barreiras contribui fortemente para o fortalecimento do Agronegócio na Bahia e Brasil e o seu diferencial para as demais reside na sua localização geográfica privilegiada que a torna centro urbano convergente e de abastecimento regional até mesmo do Sul do Piauí.

Há uma previsão de grande incremento no agronegócio em Barreiras, dado ao interesse de grupos para investimentos na indústria têxtil e confecções, bem como esmagamento de soja e aumento considerável de extensão de suas áreas agricultáveis.

Na pecuária, o incremento e investimento em tecnologia é fato público e notório, não somente no cerrado (na localidade de Placas, por exemplo, que pertence a Barreiras) mas, também, notadamente na região do vale onde surgem novas propriedade rurais, inclusive com investimentos de grandes grupos que estão influenciando positivamente pequenos e médios pecuaristas a investirem em aprimoramentos tecnológicos sustentáveis o que tem refletido na qualidade e capacidade produtiva de arrobas de carne por hectare, sem falar nos investimentos em genética de ponta em reprodução bovina.

Outro diferencial que destaca Barreiras é que, além de um cerrado altamente produtivo, também possui um vale com grande potencial para a pequena agricultura, piscicultura e pecuária de corte e leite, bem servido de mananciais de água e clima apropriado.

Comércio

Avenida Benedita Silveira, centro de Barreiras.

Praça Castro Alves no centro, apelidada pelos barreirenses como "Praça das Corujas" e é um dos pontos mais movimentados da cidade

Essa cidade baiana é um dos principais centros comerciais do estado da Bahia abastecendo outros municípios num raio de 300 km e tem um dos maiores índices de pontencial de consumo do interior do nordeste ocupando o 13º lugar.

Barreiras conta com um centro de abastecimento comercial na região central onde se vende produtos alimentícios de horta, artigos importados, roupas, entre outros.

O município possui alguns estabelecimentos comerciais de atuação nacional e multinacional como as Lojas Havan, Atacadão, Le Biscuit, Lojas Americanas, Armazém Paraíba, Casas Bahia, Magazine Luiza; como também um número expressivo de franquias do ramo alimentício fast food, especificamente, com unidades do Bob’s, Subway, Spolleto, Domino's Pizza, Giraffas, além dos foods trucks espalhados nas diversas áreas onde há maior movimentação de pessoas na cidade.

Há em Barreiras algumas empresas de distribuição como a AmBev distribuidora, a Coca-Cola, ArcelorMittal, a Gerdau e a Danone. Além também de concessionárias da Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Honda, Nissan, Toyota, Mitsubishi, Hyundai, Jeep, Volvo, Ford, Renault.

Foi encontrado na área do município de Barreiras, o tálio que é um metal muito raro, e só existem três jazidas conhecidas deste mineral no mundo. A mais recente delas encontra-se em Barreiras. Tal jazida encontrada tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais, pois tem volume capaz de atender toda demanda mundial por seis anos.

Barreiras ainda conta com um Distrito Industrial integrado ao sistema estadual com aproximadamente sete indústrias e agroindústrias (com empresas voltadas para o mármore, refrigerantes, velas, sacos plásticos, metalúrgicas, e outros) instaladas e disponibilidade de lotes para futuros empreendimentos.

E no setor agroindustrial encontra se presente no município uma multinacional, a beneficiando da soja aqui produzida – grãos, farelo e óleo, A Cargill com uma planta industrial em Barreiras.

O frigorífico para abate de bovinos, caprinos e ovinos, no município, promove o processo de verticalização da cadeia da carne produzida na região, FriBarreiras. Encontra se também na cidade um frigorífico de abate de frangos do único frigorífico de aves da Região – Avícola Barreiras Ltda., adotando-se o sistema de integração e contando com a transferência de tecnologia da Embrapa Suínos e Aves.

Algumas poucas beneficiadoras de arroz estão instaladas.

A cidade tem a Unidade Integrada Antônio Balbino de Carvalho Filho, que é sistema FIEB - Federação de Indústrias do Estado da Bahia composto dos serviços SESI, SENAI e IEL, para educação, qualificação profissional, capacitação empresarial, apoio à inovação, saúde segurança do trabalhador.

A Federação das Indústrias já voltou os olhos para Barreiras reconhecendo sua importância regional

Em Barreiras, predomina o transporte rodoviário, quer para o escoamento da produção como para a movimentação de passageiros.

É quantitativamente expressiva a malha rodoviária. Conta o município com as rodovias federais BR 242, BR 135 e BR 020 e da estadual BA 447. Sua frota é um total de 73 355 veículos.

O município conta com o Aeroporto de Barreiras, com pista de 1 559 x 30 m para utilização de aeronaves de pequeno e médio porte.

Servem, o município, as empresas aéreas Passaredo Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas, com voos regulares diários para Brasília e Salvador.

A partir de 2014 se encontra em andamento a licitação pública para reforma e ampliação do Aeroporto Regional de Barreiras para atender todo o polo regional, com início das obras neste mesmo ano.

Barreiras tem a base regional do Grupo Aéreo da Polícia Militar (Bavan-Graer), que reforçam a segurança pública em todo o Oeste da Bahia.

O equipamento tem capacidade de abrigar duas aeronaves que são utilizadas para o patrulhamento aéreo da região, além de dispor de um alojamento para 30 militares em esquema de plantão. Essa foi a primeira base do interior da Bahia.

Em Barreiras está instalado um dos mais movimentados aeródromos do país, nele existem 24 hangares em utilização, em torno de cinquenta aeronaves que se utilizam de sua estrutura, havendo uma média de trinta decolagens por dia.

Na sua área ainda funcionam empresas do setor, entre elas, uma de montagens de aviões e outra de manutenção de aviões agrícolas que chegam de Guanambi, Bom Jesus da Lapa, sul do Piauí, além da região oeste.

Estima-se, atualmente a existência de 250 aeronaves agrícolas em atividades na região e sua maioria se utilizam desses serviços.

Barreiras conta com um canal local de televisão, a TV Oeste, que é afiliada da Rede Globo de Televisão, e que transmite a programação nacional mesclada a telejornais com notícias locais e do estado da Bahia para toda a região, também em sinal digital

O município dispõe de duas emissoras de rádio AM e duas emissoras FM, Uma sucursal de um jornal estadual e diversas publicações locais. Tem também todas as empresas operadoras de telefonia móvel e Banda Larga.

Barreiras também é servida por alguns sites e blogs de notícias que transmitem os principais destaques da região, do país e de grande relevancia no mundo, na web e nas redes sociais.

Barreiras é um município bem abastecido de água, sendo a EMBASA a responsável pelo sistema de abastecimento, registrando 38 414 domicílios particulares abastecidos, além de 3 821 ligações comerciais de acordo o IBGE no ano de 2016.

Em torno de 90% da população é abastecida pelo fornecimento de água. A rede de esgoto já atende a 60% da população.

As obras de ampliação da rede de esgotamento sanitário ainda se encontram em andamento e levarão o serviço a 90% da população.

Barreiras é hoje uma cidade de porte médio com um centro comercial e de serviços em pleno desenvolvimento. Começa a despontar no cenário nacional como porta de entrada do mais novo polo de ecoturismo da Bahia, Caminhos do Oeste.

Fonte: Wikipedia em 19/04/2018