Oeste baiano é a primeira região da Bahia mapeada com imagens via satélite.

Os 200 mil quilômetros quadrados da região oeste, correspondentes a aproximadamente 1/3 do território da Bahia, já podem ser vistos em imagens de satélite e fotografias aéreas de alta resolução, permitindo o conhecimento das condições geográficas, econômicas e sociais de 35 municípios integralmente e de 14 municípios parcialmente.

 

Esta é a primeira etapa do projeto de Atualização Cartográfica do Estado, que a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), apresenta aos gestores públicos, na próxima sexta-feira (19), às 8h, no salão de eventos Casa do Comércio, na Avenida Tancredo Neves.

 

Atividades de planejamento urbano e regional, saúde pública, educação, turismo, meio ambiente e infraestrutura serão beneficiadas com o projeto. “A nova cartografia traz eficiência e moderniza a administração pública, oferecendo precisão e agilidade ao planejamento e à execução das ações das diversas secretarias de governo. É uma realização estratégica que projeta o estado e tem ainda a vantagem de ser um investimento de longa duração”, explica o diretor-geral da SEI, órgão responsável pela Cartografia Oficial do Estado, Geraldo Reis.

 

Com investimentos da ordem de R$ 36 milhões, o projeto está sendo coordenado pela SEI, com a participação de diversos órgãos públicos, que, após um levantamento das demandas e da análise do acervo, constatou a urgência da construção de uma nova base cartográfica digital baiana.

 

O resultado final estará disponível para os planejadores em 2011, mas os primeiros produtos já começam a desenhar a Bahia atual. São imagens da mais nova geração de satélites em órbita no mundo, fotografias aéreas de alta resolução, informações de relevo e curvas de nível, entre outros produtos, que fazem deste o mais avançado programa entre os estados brasileiros. Um projeto complexo, especialmente devido à grande extensão do território baiano, com 600 mil quilômetros quadrados, e da tecnologia altamente especializada.

 

Aplicação

A nova cartografia servirá para a realização do zoneamento ecológico econômico, instrumento de planejamento que possibilita o melhor uso do território e dos recursos ambientais. Na área ambiental, será facilitado o mapeamento de áreas degradadas e a elaboração de políticas de fiscalização e de recuperação. “Teremos um valioso instrumento para a consolidação da regularização fundiária, para análises de impacto ambiental, planejamento integrado das bacias hidrográficas, estudos e projetos de barragens e de irrigação”, exemplifica Geraldo Reis.

 

Nas áreas de Saúde e Educação, o governo poderá mapear os equipamentos públicos a fim de estudar a implantação de novas unidades de ensino, postos de saúde e hospitais nas regiões. Na área de saúde, pode-se ainda utilizar a cartografia no planejamento de ações de vigilância e controle de doenças, estabelecimento de roteiros para os serviços de emergência e determinação de áreas de risco sanitário.

 

Outros equipamentos e serviços públicos também poderão ser mapeados, a exemplo de quartéis, postos de bombeiros e delegacias, redes de água, esgoto, energia elétrica e gás, o que vai permitir uma gestão integrada dos serviços oferecidos ao cidadão. Uma importante área que terá grandes benefícios é a de Segurança Pública, com a possibilidade de monitorar e mapear as ocorrências, de realizar a implantação de cerca virtual, facilitar o deslocamento das viaturas e a alocação de delegacias e postos policiais.

 

Bahia utiliza a mais recente geração de satélites em órbita

 

Um dos produtos da nova cartografia baiana são os 2016 recortes de imagens de satélite, com 6,5 metros de resolução cada. O trunfo da Bahia nesta etapa é a utilização da mais recente tecnologia de constelação de satélites em órbita.

A nova geração de cinco satélites lançados, em 2008, pela empresa alemã RapidEye capta imagens da Terra em cinco faixas espectrais. A camada red-edge é a novidade que tornou essa tecnologia a mais utilizada hoje na Europa, pois reage às alterações do teor de clorofila das plantas, um indicador para a vitalidade e o grau de maturação dos vegetais - portanto, um componente importante para a agricultura e as políticas ambientais.

 

Esta tecnologia fechou uma lacuna de geoinformações na economia e na ciência mundiais - e agora chega à Bahia, trazida pela empresa Imagem Geossistemas. Os satélites já imagearam 70% da extensão territorial do estado. Desse total, 40% correspondem ao oeste baiano, primeira região mapeada. O trabalho está sendo validado pela Diretoria de Serviços Geográficos do Exército Brasileiro, com a qual a SEI mantém convênio de cooperação técnica. Até junho de 2010 as imagens de todo o território do estado estarão finalizadas.

 

Um segundo produto de relevância que a nova cartografia baiana vai ganhar são as fotografias aéreas, com 60 cm e 80 cm de resolução, que permitem visualizar com precisão estradas, rios, ruas, casas e outros alvos. Essas fotografias estão sendo ortorretificadas, agregando-se a elas informações de coordenadas e medidas de distância, possibilitando localizar pontos e alvos no território, são as chamadas Ortoimagens. O trabalho está sendo feito pela empresa Engemap, com três aeronaves diariamente no ar, que já sobrevoaram todo o oeste baiano e parte da RMS. A próxima etapa será fotografar o litoral do estado e, por fim, o semiárido.

 

Com 20 equipes em campo, hoje, na região de Barreiras, a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército, por meio da 3ª DL, que é responsável pelo apoio básico e suplementar ao projeto, levantamento de pontos de controle e validação de todos os produtos entregues pelas empresas, vem coletando pontos por GPS e dados para compor outros produtos cartográficos, a exemplo das Curvas de nível e do Modelo Digital de Superfície (MDS). O primeiro mostra as linhas referentes às alturas de toda a topografia. Para oeste, extremo sul e litoral serão entregues curvas de nível com equidistância de dez metros. Para o semiárido, as curvas de nível terão equidistância de 20 metros. E a RMS e recôncavo terão eqüidistância de cinco metros. Já o MDS mostra o relevo, representando as feições geográficas das imagens projetadas ortogonalmente e com precisão na localização.

 

Fonte: comunicacao.ba.gov.br

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