Feira Latino Americana de Defesa e Segurança

Secretaria Municipal de Segurança Cidadã e Transito de Barreiras participa da Feira Latino Americana de Defesa e Segurança.

Entre 10 e 12 de abril, gestores municipais da área de segurança pública participaram da edição 2018 da Feira Latino Americana de Defesa e Segurança – LAAD Security. O evento traz o que há de mais moderno na área, além de promover o encontro de autoridades no assunto. O secretário de segurança cidadã e trânsito Luiz Vidal, acompanhado do comandante da Guarda Municipal, Gilmar Rodrigues, e do subsecretário, Júnior Sampaio, aproveitou a programação para interagir e trocar experiências com secretários de governo de todo o país.

“Estar na feira nos deu a oportunidade de participar do Conselho Nacional de Secretários e Gestores Municipais de Segurança – Consems, o que facilita o ingresso de nossa cidade no Sistema Único de Segurança, que prevê ações integradas na administração da segurança”, disse o secretário Luiz Vidal.

Barreiras também se fez representar no Conselho Nacional das Guardas Municipais – CNGM, com o ingresso do Comandante Gilmar Rodrigues. Segundo ele, é preciso estar atento às evoluções e as novas estratégias de defesa da segurança pública.

“A Guarda Municipal tem uma atuação importante na proteção ao patrimônio público e promoção da segurança dos cidadãos, esse é um momento importante de aprendizado e debate, que também viabilizará o acesso às ações e convênios do Conselho Nacional”, disse o comandante da Guarda Municipal.

Os representantes da Prefeitura de Barreiras também puderam conversar com o ministro de estado da defesa General Silva e Luna e participar de um encontro com o secretário nacional de segurança pública General Santos Cruz. Fonte: barreiras.ba.gov.br

 

SP, BA e RJ têm vacinação contra febre amarela 'bem abaixo da meta', diz ministério.

Estados não conseguiram chegar a meta de 95% de de vacinados, cobertura necessária para o controle do surto atual. Rio de Janeiro tem a menor taxa (40,9%).

Rio de Janeiro atingiu meta de 40,9% dos vacinados contra a febre amarela; São Paulo chegou a 52,4% da população-alvo e Bahia vacinou 55%. Esses dados estão "bem abaixo" da vacinação ideal para o controle da doença em áreas que historicamente não tinham a circulação do vírus, mas que agora estão sob maior risco, diz o Ministério da Saúde. Segundo dados da literatura científica sobre o tema, é necessário vacinar 95% da população-alvo para se ter um maior controle sob o surto.

Os números são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e de nota de alerta da pasta sobre a baixa imunização contra a febre amarela. A pasta disse ainda que, nesses três estados, 10 milhões de pessoas ainda precisam ser vacinadas contra a doença. A meta de imunização é de 23,8 milhões nessas regiões. O Brasil tem 331 mortes por febre amarela desde julho de 2017 e 1.127 casos confirmados.

Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde (PNI), explica que o principal gargalo está na vacinação do adulto. "Na criança, a mãe leva para o posto e vacina". Ela afirma que o ministério está em diversas reuniões com os estados e municípios para tentar coordenar uma "vacinação ativa", com profissionais de saúde disponíveis em terminais de transporte público, por exemplo.

"Para atingir a meta, talvez seja necessário uma vacinação extra-muro, fora dos serviços de saúde. Estamos tentando coordenar isso com os estados e municípios em reuniões estratégicas. Minas Gerais fez isso e as metas melhoraram muito. Espírito Santo vacinou em campo de futebol", explica Carla.

Os estados de Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo possuem uma circulação emergente do vírus e, por isso, foram alvos de campanhas de vacinação contra a doença esse ano. Embora a ideia do governo seja expandir a vacinação para todo o país e nesses três estados; a prioridade nesse momento são áreas de maior circulação do vírus.

Por esse motivo, os dados apresentados se referem às 77 cidades que fizeram parte da estratégia de fracionamento da dose da vacina (quando uma vacina "inteira" é dividida em cinco) e aos 52 municípios de São Paulo que posteriormente foram integrados à campanha. Quando o ministério fala de população-alvo, assim, a referência é aos residentes dessas regiões.

Segundo o infectologista e pediatra Renato Kfouri, o ideal para a febre amarela ainda é que 100% da população-alvo seja vacinada. "A febre amarela tem um perfil diferente de outras doenças. Não é como outras infecções que, se muitas pessoas estão vacinadas, você impede a circulação do vírus porque há uma imunização na maioria", diz.

"Se alguém que não tomou a vacina for para a mata, ela está sim com risco de infecção; então, há uma proteção aí que é individual e independente das metas nacionais", completa o especialista.
De fato, Carla Domingues explica que a meta para a população sem contraindicação para a vacina (alergia a ovo, por exemplo) é de 100%. "O dado de 95% conta com o fato de que algumas pessoas não podem tomar o imunizante", diz. Afora as pessoas que não podem tomar a vacina, a dose é indicada para todos entre 9 meses e 59 anos.

"A febre amarela não tem o que chamamos de imunidade de rebanho, uma proteção indireta que ocorre quando a doença é transmitida de pessoa para a pessoa. Cada um tem que tomar a vacina", explica Carla.
A coordenadora do Programa de Imunização do ministério explica que cada estado também terá que olhar no seu "microdado" para ver quais regiões ou bairros estão com baixa cobertura vacinal. "Não é possível saber, em nível nacional, qual bairro não aderiu à ação", diz.

Estratégias para imunização nacional e situação atual
Até abril de 2019, o Ministério da Saúde espera ter a vacina disponível em todos os municípios brasileiros. Hoje, 65% do Brasil tem a vacina com aplicação de rotina. Atualmente, diz a pasta, a vacina só não está disponível em alguns estados do Nordeste e da região Sul. Em julho, devem entrar os estados do Sul e em janeiro as regiões do Nordeste.

"A vacina da febre amarela ficará disponível o ano inteiro em todos os postos de saúde do Brasil. Não é uma vacina sazonal, como a da gripe, que entra e sai do calendário. As campanhas são apenas de mobilização", explica. Fonte: G1