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Luís Eduardo Magalhães é uma das cidades mais avançadas em termos de reciclagem do lixo.

A cidade de Luís Eduardo Magalhães (a 940 km de Salvador) é o primeiro município do estado a assinar parceria com a secretaria estadual do Trabalho (Setre) para implantar o programa Coleta Seletiva Solidária. E o único que tem, até o momento, essa coleta com abrangência em 100% do seu território.

A afirmação é da coordenadora do departamento de reciclagem da Superintendência de Economia Solidária da Setre, Jenny Pompe. Nos outros quatro municípios baianos que já firmaram essa parceria, os convênios foram assinados por ONGs.

Há três anos, a coleta foi implantada na cidade pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, com planejamento e suporte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Economia Solidária (Sema).

O trabalho de separação era todo feito manualmente até junho deste ano, quando entrou em funcionamento o Centro de Triagem de Coleta Seletiva, com equipamentos que agilizam a produção de uma média de 10 toneladas/mês.

"Luís Eduardo Magalhães é a única que tem em funcionamento um galpão-modelo para a triagem dos materiais", diz Jenny, salientando que "o contato direto com as prefeituras facilita o acompanhamento e outras articulações, pois as associações nem sempre têm essa facilidade".

A secretária municipal de Ambiente e Economia Solidária, Fernanda Aguiar, conta que a prefeitura assinou, no final de agosto, contrato com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de LEM. Ela trabalhou na organização da cadeia de coleta seletiva solidária e ajudou a organizar a associação, que há três anos faz o serviço.

As próximas etapas serão a coleta de óleo de cozinha usado e de material orgânico.

Carrinhos

Na Bahia, cinco municípios têm a cadeia da coleta seletiva solidária. Novidades no ramo, os carrinhos motorizados estão sendo utilizados desde o mês passado em LEM e Jacobina, outro município que mantém o serviço por meio de uma ONG.

Dez carrinhos com motor de seis cavalos, a gasolina, facilitam a coleta. Com velocidade controlada, três marchas à frente, ré, embreagem e freio, transportam até 500 kg ou 3 metros cúbicos.

Os carrinhos são guiados pelos catadores para recolher materiais na zona central da cidade, onde caminhões têm dificuldade para estacionar. "Nossa vida vem melhorando", comemora o presidente da associação dos catadores, Gilvan dos Santos.

Fonte: A Tarde