Parque Fluvial no Rio Grande

Por Eduardo Lena

 

Integrantes do Condema, Sematur, Ingá, Ima e Ong’s ambientalistas se reuniram na tarde ontem, 12, no auditório da Casa de Recursos Ambientais, com o representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para definir área e dar sugestões para a construção de um Parque Fluvial às margens do rio Grande.

 

Rômulo Bonelli, arquiteto e urbanista, consultor contratado pelo MMA, disse que em um primeiro momento foram selecionadas três áreas em Barreiras com potencial para receber o Parque Fluvial. A partir destas áreas, o Ministério de Meio Ambiente encaminhou um novo consultor para fazer um detalhamento aprofundado de cada local para ver qual apresentava melhor aptidão. As áreas pré-selecionadas foram às regiões do Balneário dos Três Bocas, da Prainha e da Ferradura do rio Grande, também conhecida como baixada do Ney Marmore.

 

Por ser uma área central, com topografia favorável, pouco degradada, não apresentar edificações e nem possuir problemas fundiários, os integrantes da reunião decidiram pela área da Ferradura.

 

Segundo o representante do MMA, o Parque Fluvial é destinado às atividades de cultura, lazer, esporte, turismo e educação ambiental, contendo pistas de caminhadas e ciclovias, com policiamento ostensivo. Toda e qualquer edificação no local terá como foco a educação ambiental. “Poderá ser construído um anfiteatro de arena e um auditório para que alunos das redes pública e privada tenham aulas que despertem nos jovens a necessidade da preservação do meio ambiente. “Além disso, será feita a recuperação total da área com reflorestamento utilizando espécies nativas e endêmicas do vale”, disse Rômulo.

 

Os municípios que serão contemplados nesta fase piloto são: Pirapora (MG), Bom Jesus da Lapa (BA), Barreiras (BA), Xique-Xique (BA), Piranhas (AL), Propriá (SE), Januária (MG), Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e Penedo (AL), sendo que Barreiras é a única cidade que não faz parte direta da calha do rio São Francisco.

 

Os 10 municípios foram definidos com base no Plano de Ações Estratégicas e Integradas para o Desenvolvimento do Turismo Sustentável na Bacia do rio São Francisco. A importância turística, a ocorrência de problemas ambientais e a facilidade para a implementação de projetos foram consideradas na escolha dos municípios. Outro fator decisivo foi o Índice de Desenvolvimento Urbano das cidades, que estão abaixo da média nacional.

 

Em outro momento será decidido a gestão e a operacionalização do Parque Fluvial.

 

Fonte: Jornal Nova Fronteira